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Como criar prompts para IA: 5 erros que prejudicam os resultados

Pedro De Nigris
há 7 horas
8 min de leitura

Você já pediu alguma coisa ao ChatGPT e recebeu uma resposta completamente diferente do que precisava? Descubra como melhorar suas instruções e aproveitar melhor a inteligência artificial.


Por DNTI — De Nigris Tecnologia e Informação


Por que a IA não entende o que você pede?

Você abre uma ferramenta de inteligência artificial, escreve uma pergunta e espera receber uma resposta útil.


Mas o resultado nem sempre corresponde às suas expectativas.


Às vezes, a resposta é genérica. Em outras situações, é longa demais, apresenta informações que você não forneceu ou simplesmente não resolve o problema.


Você tenta novamente, reformula a pergunta e acaba gastando mais tempo do que imaginava.


Se isso já aconteceu, saiba que existe uma maneira de melhorar a comunicação com a inteligência artificial.


O segredo está em aprender a formular instruções mais claras, organizadas e adequadas ao resultado desejado.


Neste artigo, vamos apresentar cinco erros frequentes ao utilizar IA, mostrar exemplos práticos de como corrigi-los e explicar uma técnica que pode ajudar você a obter respostas mais úteis.


Aprender como criar prompts para IA é essencial para obter respostas mais úteis e precisas. Ao definir objetivos, fornecer contexto e estabelecer regras claras, você reduz erros de interpretação e aproveita melhor ferramentas como o ChatGPT no trabalho e no dia a dia.


O que é um prompt de IA e por que ele é tão importante?


Um prompt é uma instrução enviada a uma ferramenta de inteligência artificial para solicitar uma tarefa.


Pode ser uma pergunta simples, um pedido de análise, uma solicitação de texto ou até uma sequência detalhada de orientações.


Por exemplo:

"Escreva uma mensagem para meu cliente."

Essa frase é um prompt. Entretanto, deixa muitas perguntas sem resposta.

Qual é o motivo da mensagem? Quem é o cliente? Qual deve ser o tom da comunicação? O que você deseja alcançar?


Agora compare com esta instrução:

"Crie uma mensagem de WhatsApp para um cliente que solicitou um orçamento de manutenção de computadores há três dias. Utilize um tom profissional e cordial. Pergunte se ele precisa de algum esclarecimento, sem pressionar pela contratação. Use no máximo 60 palavras."


A segunda instrução oferece mais informações e define melhor o resultado esperado.

Isso não significa que a IA sempre produzirá uma resposta perfeita. A qualidade também depende da ferramenta, dos dados disponíveis e da complexidade da tarefa.

Entretanto, instruções bem elaboradas reduzem ambiguidades e facilitam a avaliação dos resultados.


Os 5 erros mais comuns ao criar prompts para IA


Erro 1 — Fazer pedidos genéricos demais

Este é um dos erros mais frequentes entre pessoas que estão começando a utilizar inteligência artificial.

Imagine um pequeno empresário que precisa divulgar um serviço.


Não mande isso:

"Faça uma propaganda para minha empresa."

O pedido não informa o produto, o público, o canal de divulgação nem o objetivo comercial.


Mande isso:

"Crie uma legenda para Instagram divulgando o serviço de manutenção preventiva de computadores de uma pequena empresa de TI. O público são profissionais autônomos e pequenos escritórios. Destaque a importância de evitar interrupções no trabalho. Utilize linguagem simples, profissional e termine com um convite para solicitar informações."


O que mudou?

A segunda instrução apresenta objetivo, serviço, público-alvo, canal de comunicação e estilo da mensagem.

A IA passa a trabalhar com uma orientação muito mais específica.


Dica DNTI: antes de enviar o prompt, pergunte a si mesmo: "Uma pessoa que não conhece meu negócio conseguiria entender exatamente o que estou pedindo?"

Se a resposta for não, provavelmente falta informação.


Erro 2 — Não explicar o contexto

A IA não conhece automaticamente a realidade da sua empresa.

Ela não sabe quem são seus clientes, quais serviços você oferece ou como funciona seu processo comercial.


Quando essas informações não são apresentadas, as respostas tendem a depender de suposições.


Não mande isso:

"Como posso vender mais?"


Mande isso:

"Tenho uma pequena loja de acessórios para celulares, com atendimento presencial e vendas pelo WhatsApp. Muitos clientes perguntam o preço, mas não concluem a compra. Sugira cinco ações práticas para melhorar o atendimento e o acompanhamento desses contatos, sem depender inicialmente de anúncios pagos."


O que mudou?

Agora a IA conhece o segmento, os canais utilizados, a dificuldade comercial e uma restrição importante.

As sugestões podem ser mais adequadas à situação apresentada.


Dica DNTI: forneça contexto suficiente para orientar a tarefa, mas não inclua dados pessoais ou informações confidenciais desnecessárias.


Erro 3 — Não fornecer os dados necessários


Pedir uma análise sem apresentar informações relevantes é como solicitar a um contador que avalie o faturamento sem fornecer os números.

A IA pode sugerir caminhos, mas não consegue determinar resultados reais a partir de informações ausentes.


Não mande isso:

"Analise as vendas da minha empresa e diga o que melhorar."


Mande isso:

"Analise estes dados fictícios de vendas: janeiro, 120 unidades; fevereiro, 105 unidades; março, 135 unidades. Organize os resultados em uma tabela, calcule a variação percentual entre os meses e apresente três perguntas que o gestor deveria investigar antes de tomar decisões. Não invente informações sobre despesas ou lucros."


O que mudou?

O segundo pedido fornece dados objetivos, define a análise e estabelece limites.

A resposta pode ser confrontada com os números apresentados.


Dica DNTI: quando precisar de cálculos, pesquisas ou análises importantes, confira os resultados em fontes e ferramentas apropriadas.

A apresentação convincente de um resultado não garante que ele esteja correto.


Erro 4 — Não estabelecer regras e formato de resposta

Mesmo quando compreende a tarefa, a inteligência artificial pode apresentar informações em um formato pouco útil.


Imagine que você precisa de uma resposta curta para WhatsApp, mas recebe cinco parágrafos explicativos.


O conteúdo pode estar correto, porém não serve para a finalidade desejada.


Não mande isso:

"Explique os benefícios do meu serviço."


Mande isso:

"Prepare uma apresentação curta sobre os benefícios da manutenção preventiva de computadores para pequenas empresas. Use três tópicos, com no máximo 20 palavras cada. Evite linguagem técnica, promessas absolutas e estatísticas sem fonte. O texto será utilizado em uma mensagem comercial."


O que mudou?

O pedido determina extensão, estrutura, público e restrições.

Essas informações ajudam a controlar o formato da resposta.


Dica DNTI: informe se deseja uma tabela, uma lista, um resumo, uma mensagem comercial ou um documento estruturado.

Também explique o que a IA não deve fazer.


Erro 5 — Aceitar a primeira resposta sem revisar

Mesmo um prompt bem construído pode produzir uma resposta incompleta ou inadequada.


Um erro comum é considerar o primeiro resultado como definitivo.


Na prática, utilizar IA de maneira eficiente envolve avaliar, corrigir e aperfeiçoar.

Imagine que a ferramenta preparou uma proposta comercial, mas utilizou uma linguagem formal demais.


Você não precisa recomeçar.

Pode solicitar:

"Reescreva a proposta com linguagem mais simples e direta. Preserve as condições comerciais informadas, mantenha os valores originais e destaque os benefícios do serviço sem criar novas promessas."


Esse processo é conhecido como refinamento iterativo.


O objetivo é melhorar progressivamente a resposta, sem perder as informações importantes.


Dica DNTI: antes de utilizar qualquer conteúdo gerado por IA, verifique se ele atende ao objetivo, apresenta dados corretos e respeita as condições estabelecidas.


Como estruturar bons prompts utilizando o método OPERA


Para facilitar a criação de instruções, a DNTI utiliza o método OPERA em seu Criador de Prompts.


Ele organiza as informações essenciais em cinco elementos:

O — Objetivo


Explique exatamente o que deseja produzir ou resolver.

P — Papel


Defina a função que a IA deverá desempenhar na atividade, como assistente de comunicação, organizador ou analista. Isso orienta o tipo de abordagem esperado, sem substituir conhecimento especializado.

E — Entrada


Apresente o contexto e os dados necessários para executar a tarefa.

R — Regras


Estabeleça condições, limites, cuidados e informações que não devem ser inventadas.

A — Apresentação


Determine como o resultado deverá ser entregue: texto curto, tabela, lista, resumo ou outro formato.


Exemplo prático do método OPERA

Imagine um profissional que deseja preparar uma mensagem de acompanhamento comercial.


Objetivo: criar uma mensagem para retomar o contato com um cliente.


Papel: atuar como assistente de comunicação comercial.


Entrada: o cliente recebeu um orçamento de manutenção de computadores há cinco

dias e ainda não respondeu.


Regras: não pressionar, não inventar descontos e não afirmar que existe uma promoção.


Apresentação: mensagem de WhatsApp, com linguagem cordial e no máximo 70 palavras.


Com essas informações, o prompt fica assim:

"Atue como assistente de comunicação comercial de uma pequena empresa de tecnologia. Crie uma mensagem de WhatsApp para um cliente que recebeu um orçamento de manutenção de computadores há cinco dias e ainda não respondeu. A mensagem deve ser cordial, profissional e demonstrar disponibilidade para esclarecer dúvidas. Não pressione o cliente, não invente descontos e não mencione promoções inexistentes. Utilize no máximo 70 palavras."


Perceba que não foi necessário utilizar termos complicados.


O que tornou o prompt mais útil foi a organização das informações.


Quer experimentar? Utilize o Criador de Prompts gratuito da DNTI


Você não precisa decorar estruturas ou dominar termos técnicos para começar.

A DNTI disponibiliza um Criador de Prompts, desenvolvido para auxiliar na elaboração de instruções mais completas.


A ferramenta permite informar o objetivo, o contexto do negócio, os dados disponíveis, o estilo desejado e as regras que precisam ser respeitadas.


A partir dessas informações, ela prepara um prompt estruturado que você pode copiar e utilizar na ferramenta de IA de sua preferência.



Como saber se seu prompt realmente melhorou?


Uma instrução mais detalhada não é necessariamente melhor.


O objetivo não é escrever o maior prompt possível, mas fornecer informações suficientes para obter um resultado adequado.


Você pode avaliar a qualidade de suas instruções com quatro perguntas:

  1. A resposta resolveu a tarefa solicitada?

  2. Os dados apresentados estão corretos?

  3. O formato corresponde ao que foi pedido?

  4. Quanto trabalho ainda será necessário para utilizar o resultado?


Para fazer uma comparação justa, experimente duas versões de um prompt com o mesmo objetivo e avalie os resultados pelos mesmos critérios.


Se a segunda versão produzir uma resposta mais aproveitável, com menos correções, houve uma melhoria prática.


Lembre-se: nem todo problema é causado pelo prompt. Algumas tarefas exigem ferramentas especializadas, acesso a informações atualizadas ou conhecimento que o sistema não possui.


Perguntas frequentes sobre como criar prompts para IA


Preciso saber programação para criar bons prompts?

Não. A maioria das tarefas cotidianas pode ser descrita em linguagem natural. O importante é apresentar objetivos, informações e limites de maneira clara.


Um prompt muito longo é sempre melhor?

Não. Informações relevantes ajudam, mas instruções excessivas, contraditórias ou desnecessárias podem dificultar a execução da tarefa.


Posso utilizar o mesmo prompt em diferentes ferramentas de IA?

Sim, como ponto de partida. Entretanto, ferramentas diferentes podem interpretar instruções de maneiras distintas. Pode ser necessário adaptar o conteúdo e testar novamente.


A IA pode inventar informações mesmo com um bom prompt?

Sim. Instruções claras podem reduzir determinados erros, mas não eliminam respostas incorretas ou informações inventadas. Dados importantes devem ser verificados.


Posso guardar prompts para reutilizar?

Sim. Criar uma biblioteca de prompts revisados e testados pode economizar tempo em atividades recorrentes, como atendimento, organização, comunicação e produção de documentos.


Conclusão: bons resultados começam com instruções melhores


Aprender a utilizar inteligência artificial não significa apenas conhecer novas ferramentas.


Significa saber transformar uma necessidade em uma instrução compreensível e verificar se o resultado atende ao objetivo.


Os cinco erros apresentados neste artigo mostram que muitos problemas podem ser reduzidos com pequenas mudanças na maneira de pedir.


Ao definir objetivos, fornecer contexto, apresentar dados confiáveis, estabelecer regras e revisar os resultados, você passa a utilizar IA com mais controle e intenção.


A melhor instrução não é a mais complicada. É aquela que comunica claramente o que precisa ser feito e permite avaliar o resultado.


Continue aprendendo com a DNTI


Se você já experimentou a inteligência artificial, mas ainda depende de várias tentativas para conseguir respostas úteis, o próximo passo é desenvolver um método de trabalho.


O Volume 2 — Prompts que Funcionam, da Biblioteca Estratégica DNTI, foi criado para aprofundar esse aprendizado.


No guia, você encontra:

  • o método C.L.A.R.O. para estruturar prompts;

  • exemplos comparativos de instruções fracas e bem elaboradas;

  • modelos para situações de trabalho, estudo e organização;

  • orientações de revisão, validação e segurança;

  • uma biblioteca prática de prompts;

  • um plano de evolução em sete dias.


O objetivo é ajudar você a sair da tentativa e erro e construir instruções mais consistentes e reaproveitáveis.



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Fonte para aprofundamento

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